presidente alberto guerra em reapresentação do gremio

Grêmio apoia movimento do Palmeiras para revisar punições da Conmebol e Fifa

O Grêmio aderiu ao movimento do Palmeiras para revisar as punições relacionadas ao racismo em competições da Conmebol e Fifa, após o episódio revoltante na Libertadores de 2020. O Tricolor se posicionou contra as sanções aplicadas ao Cerro Porteño, clube paraguaio envolvido em um caso de racismo contra o atacante Luighi.

O ataque racista aconteceu quando um torcedor do time paraguaio, com uma criança no colo, fez gestos imitando um macaco durante o jogo. O episódio gerou indignação no meio esportivo, e Luighi, visivelmente abalado, precisou do apoio dos colegas para continuar na partida. Após o incidente, o Palmeiras tomou a frente e questionou a Conmebol, solicitando punições mais rigorosas.

O Tricolor, reconhecendo a gravidade da situação, foi um dos primeiros a se unir ao pedido. O clube gaúcho pede que mais times brasileiros também se juntem à causa, para pressionar as autoridades do futebol sul-americano por mudanças reais. A atual punição ao Cerro Porteño, que envolve uma multa de 50 mil dólares e a proibição de sua torcida nos jogos da competição, foi considerada pelo Palmeiras como insuficiente. A entidade ainda exigiu uma campanha de conscientização nas redes sociais do clube paraguaio, mas muitos veem isso como uma medida superficial frente ao tamanho do problema.

Em seu comunicado, o Palmeiras foi firme, destacando que as punições suaves contribuem para a perpetuação do racismo no futebol, um problema recorrente nas arquibancadas e campos da América do Sul. A ação, segundo o clube, busca pressionar as entidades competentes a adotarem uma postura mais séria e eficaz contra o racismo.

Veja nota oficial do Grêmio:

“O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense aderiu, nesta semana, ao movimento proposto pela SE Palmeiras junto à Fifa e à Conmebol para a revisão das punições previstas sobre casos de racismo em competições promovidas pela entidade máxima do futebol sul-americano. 

O caso mais recente registrado foi na semana passada, na disputa da Libertadores Sub-20, quando o Palmeiras atuou diante do Cerro Porteño no Paraguai. O atleta Luighi sofreu ataques racistas ao deixar o campo de jogo. 

O presidente do Grêmio Alberto Guerra atendeu prontamente a sugestão do clube paulista para que os clubes brasileiros também corroborassem com o pedido formal de revisão das punições aplicadas em casos semelhantes.

O Tricolor foi um dos primeiros a colaborar com o pedido, que conta com o apoio de outras agremiações afiliadas ao movimento da Liga do Futebol Brasileiro (LIBRA) e da Liga Forte União (LFU).

O Grêmio reitera seu posicionamento antirracista na atuação do projeto Clube de Todos, com foco no combate à intolerância de todo tipo na sociedade”.

Imagem destaque: Lucas Uebel/ GFBPA

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